terça-feira, 24 de julho de 2007

Cidadão Kane

Cidadão Kane (1941) é um longa metragem dirigido por Orson Welles que retrata a trajetória do fictício barão da mídia Charles Foster Kane, herdeiro da sexta maior fortuna do mundo e que, por capricho, decide fazer carreira no mundo do jornalismo. Se, de início, tem aspirações idealísticas de promover o bem comum e proteger o público dos abusos dos governantes e das grandes corporações, ao longo do tempo se degenera em um ambicioso personagem em busca de fama e poder.

O filme, frequentemente citado como um dos mais importantes já realizado, inspira-se na trajetória do magnata da mídia William Randolph Hearst, cuja manipulação do noticiário na virada do século XIX para o XX chegou ao extremo de influenciar decisivamente na declaração da guerra Hispano Americana.

A trama tem início com a morte do personagem principal, Charles Kane (interpretado pelo próprio Orson Welles), e o enigma da última palavra por ele pronunciada: "Rosebud". Um jornalista, Thompson, é designado para investigar a origem e o significado de tal palavra, descortinando durante o processo a vida privada e a personalidade de Kane.

À época da produção do filme, Orson Welles tinha apenas 25 anos e a liberdade que teve para criar seu primeiro longa metragem só foi possível em função do grande sucesso da novela radiofônica "A Guerra dos Mundos", que paralisou os Estados Unidos com uma ficção na qual o país era invadido por marcianos. Entretanto, as dificuldades em conseguir emplacar um grande sucesso comercial, a perseguição dos meios de comunicação de William Hearst e o incipiente clima de macartismo fizeram com que se afastasse de Holywood.

FICHA TÉCNICA:
Tempo de Duração: 119 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1941
Direção: Orson Welles
Produção: Orson Welles
Roteiro: Orson Welles e Herman J. Mankiewicz
Elenco: Orson Welles, Joseph Cotten, Dorothy Comingore, Ruth Warrick, Everett Sloane, George Coulouris, Ray Collins, Agnes Moorehead

PRINCIPAIS PRÊMIOS
· Vencedor do Oscar de Melhor Roteiro, foi indicado ainda a Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Direção de Arte, Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som e Melhor Fotografia.
· Melhor filme do New York Film Critics Circle Awards.
· Um dos 100 melhores filmes da história, segundo o American Film Institute.

LOCAL:
O filme será exibido na Biblioteca Ney Pontes Duarte (antiga União Caixeiral) com ENTRADA FRANCA.

DATA E HORÁRIO:
No dia 28/07 às 19h30min.

APOIADORES:
Marcha Mundial das Mulheres
DECOM - UERN
Biblioteca Ney Pontes Duarte

segunda-feira, 16 de julho de 2007

11 de setembro

O Cineclube Mosoró tem um projeto especial, em gestação, sobre o 11 de setembro. Inicialmente, o plano é apresentar 5 sessões entres os dias 11 (terça-feira) e 15 de setembro (sábado). O objetivo é que as obras retratem diversas perspectivas dos acontecimentos e permitam a reflexão e o debate. A princípio, a proposta é que sejam exibidos os seguintes filmes, nesta ordem:

Terça, 11 de setembro
Filme: 11/9 (ou 9/11) dos irmãos franceses Jules e Gedeon Naudet
Sinopse: Em 2001, Gedeon e Jules faziam um documentário sobre o cotidiano de um bombeiro calouro em Nova York, quando foram surpreendidos pelos atentados. Com senso de oportunidade, coragem e câmera sempre ligada, eles fizeram os registros conhecidos mais impressionantes e trágicos do 11 de Setembro.

Quarta, 12 de setembro
Filme: 11 de setembro (11'09''01 – September 11th)
Sinopse: Projeto coletivo, com onze diretores de diferentes nacionalidades convidados a realizar curtas-metragens sobre o ocorrido com apenas uma orientação: seus filmes deveriam totalizar exatamente 11 minutos, 9 segundos e apenas 1 quadro (em alusão à data: 11/09/01)

Quinta, 13 de setembro
Filme: Paradise Now
Sinopse: Amigos de infância, os palestinos Khaled (Ali Suliman) e Said (Kais Nashef) são recrutados para realizar um atentado suicida em Tel Aviv. Depois de passar com suas famílias o que teoricamente seria a última noite de suas vidas, sem poder revelar a sua missão, eles são levados à fronteira.

Sexta, 14 de setembro
Filme: Caminho para Guantánamo
Sinopse: 10 de setembro de 2001. A mãe de Asif Iqbal (Afran Usman), um jovem de 19 anos, retorna do Paquistão anunciando que encontrou uma noiva para ele. Nove dias depois Asif segue para o Paquistão, para encontrá-la e também conhecer a terra de seus pais. Asif convida Ruhel (Farhad Harun), Shafiq (Riz Ahmed) e Monir (Waqar Siddiqui), seus amigos, para acompanhá-lo. Em Karachi, após 2 dias de viagens turísticas, eles vão rezar em uma mesquita. Lá ouvem de um líder local que o Afeganistão precisa de voluntários, o que faz com que sigam para Kandahar. Porém a cidade logo é bombardeada pelos americanos, como represália pelos atentados terroristas de 11 de setembro. Eles tentam retornar ao Paquistão, mas Monir desaparece e os demais são capturados pelas forças aliadas.

Sábado, 15 de setembro
Filme: Fahrenheit 11 de setembro
Sinopse: O diretor Michael Moore investiga como os Estados Unidos se tornaram alvo de terroristas, a partir dos eventos ocorridos no atentado de 11 de setembro de 2001. Os paralelos entre as duas gerações da família Bush que já comandaram o país e ainda suas relações com a família Bin Laden.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

A Máquina


por Jônatas Andrade

No tempo de Antônio...

Nordestina, cidade pequena e imaginária repleta dos seus tipos. Uns petrificaram-se lá como Antônio. Mas alguns, como Karina, querem largar esse tal de “fim de mundo”. Karina quer o mundo só para ela. Antônio quer Karina só para ele. As duas situações não parecem combinar. Então numa atitude homérica Antônio “arreda o pé” e diz que irá trazer o mundo desejado para Karina como prova do seu amor.

A Máquina, mistura de ficção e romance, é o mais novo filme a ser exibido no Cineclube Mossoró. O filme é o vencedor do prêmio de Melhor Filme do Júri Popular no Festival do Rio e ainda recebeu duas indicações ao Grande Prêmio Cinema Brasil nas categorias melhor ator coadjuvante (Lázaro Ramos) e de melhor Roteiro Adaptado.

O filme é baseado no livro escrito por Adriana Falcão que posteriormente foi transformado em peça de teatro dirigida por João Falcão. A peça revelou os talentos de Wagner Moura e Lázaro Ramos. A história gira em torno da busca incessante da personagem Karina (Mariana Ximenes) por seu “lugar ao sol”. Antônio (Gustavo Falcão) se apaixona por Karina a cada dia que passa e a possibilidade de que ela vá embora de Nordestina faz com que ele tome uma atitude extrema. Atitude essa ira pôr sua própria vida em perigo quando ele resolve enfrentar o desconhecido para fazer Karina ficar.

Antônio acaba sendo o último dos seus 12 irmãos a sair de Nordestina. E é uma ida que talvez não tenha volta já que ele promete que se não conseguir chegar ao futuro ele irá provocar sua própria morte na frente das câmeras e jornais sensacionalistas de todo o mundo.

Sem se prender a um só plot cinematográfico o filme explora muito bem a poesia armorial de Ariano Suassuna, a influência da mídia na formação dos seres, a busca de novos ares como forma de alcançar um sucesso que nem sempre vem e também trabalha com a direção de arte em certas e poucas partes “à la Dogville”, de Lars Von Trier. O filme ainda conta a produção musical da DJ Dolores e Chico Buarque.

O amor é o combustível...

FICHA TÉCNICA:
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2006
Estúdio: Diler & Associados
Distribuição: Buena Vista International
Direção: João Falcão
Roteiro: João Falcão e Adriana Falcão, baseado em livro de Adriana Falcão e
em peça teatral de João Falcão.

LOCAL:
O filme será exibido na Biblioteca Ney Pontes Duarte (antiga União
Caixeiral) com ENTRADA FRANCA.

DATA E HORÁRIO:
No dia 14/07 às 19h30min.

APOIADORES:
Marcha Mundial das Mulheres
DECOM - UERN
Biblioteca Ney Pontes Duarte
Edmilson Serigrafia
Kiko´s Eventos

O Cineclube Mossoró é uma entidade sem fins lucrativos e sem nenhuma ligação partidária. O cineclube promove a exibição de filmes e a realização de debates após as sessões como forma de integrar o indivíduo a sociedade e discutir propostas e temas para a melhoria dos nossos projetos.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

O fabuloso destino de Amélie Poulain


por Mariano Tavares

O fabuloso destino de Amélie Poulain (Le fabuleux destin d'Amélie Poulain, França, 2001). Amélie Poulain vive em Paris, mais precisamente no tradicional bairro boêmio de Montmartre, onde trabalha como garçonete no café Deux-Moulain. Na infância, Amélie foi privada do contato com outras crianças e obrigada a inventar para si um mundo fantástico e surreal, saciando, através dos outros sentidos a falta do contato humano, físico. Assim, sensível ao charme discreto das coisas da vida, Amélie aprendeu a cultivar pequenos e solitários prazeres: gosta de ir ao cinema e observar as expressões de outros rostos no escuro, de enfiar a mão bem fundo no saco de cereais, de quebrar a cobertura do "creme brulee" com a colher, e de jogar pedras no rio e assisti-las ricochetear na superfície da água. Certo dia, surpreendida uma vez mais pelo cotidiano parisiense (a notícia da morte de Lady di), Amélie encontra, acidentalmente, uma caixinha de brinquedos e recordações que pertenceu a um antigo morador do apartamento em que vive. Como um anjo da guarda, faceiro e "mignon", Amélie decide devolver os brinquedos ao seu antigo dono, acreditando que a emoção do achado mudará sua vida. A partir de então, o anjo Amélie decide mudar a vida de todos à sua volta, atacando as aflições humanas e criando pequenos e maravilhosos incidentes que transformarão a miséria do cotidiano que a cerca em alegria e felicidade. Mas quem ajudará a própria Amélie, refugiada em sua solidão? É possível devotar os dias à felicidade dos outros e, assim, encontrar a felicidade e a vida? E quando Amélie for obrigada a encarar a própria realidade?

Em 2001, " O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", trouxe o cinema francês de volta aos holofotes internacionais, arrebatando milhares de platéias e fás ao redor do mundo. O filme foi assistido por mais de 20 milhões de expectadores e foi recebeu cinco indicações ao Oscar. Dirigido por Jean-Pierre Jeunet ( Delicatessen, Ladrão de Sonhos, Alien – A ressurreição), o filme é uma comédia dramática que usa os sentidos dos personagens para atingir, em cheio, os sentidos do expectador. O clima onírico e plástico apenas confirmou ao mundo o estilo gótico e surreal já anteriormente apresentado em Delicatessen e Ladrão de Sonhos. Primorosamente fotografado em vermelho e verde (com apurado tratamento digital) e utilizando elementos da pintura do brasileiro (radicado em Paris/Montmarte) Juarez Machado, o filme desenvolve-se em fascinantes movimentos de câmera, enchendo os olhos do expectador da mais impressionante homenagem jamais feita à capital francesa. A trilha sonora, composta pelo também francês Yann Tiersen (misturando composição minimalista e elementos de música tradicional francesa, com predominância de piano e acordeom), tornou-se uma das mais conhecidas e importantes trilhas das últimas décadas. O filme ainda trouxe aos olhos do mundo e ao sucesso internacional, a beleza e o talento de Audrey Tautou, perfeita no papel que lhe acompanhará por toda a vida, sua segunda pele, seu rosto uma mistura perfeita da infantilidade, doçura e esperança de Amélie. Como seu par – ou metade perfeita − o multitalentoso (ator, diretor, roteirista) Mathieu Kassovitz (como Nino Quincampoix).

Tudo em "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain está impregnado de arte e beleza: das ruas de Paris aos interiores dos cafés, os cinemas, as galerias e estações de trem, tudo é uma homenagem à frança e também ao próprio humano. Amélie é o mais belo poema visual de que se tem notícia. É como se fosse a antítese dos nossos dias, onde o amor, a amizade e a beleza – privilégios dos anjos – vencem no final.

SERVIÇO
FILME: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
PAÍS/ANO: França, 2001
GÊNERO: Comédia dramática
DIRETOR: Jean-Pierre Jeunet
ELENCO: Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz, Rufus, Yolande Moreau, Dominique Pinon, Maurice Bénichou

PRINCIPAIS PRÊMIOS
· 2 prêmios no BAFTA: Melhor Roteiro Original e Melhor Desenho de Produção.
· Prêmio da Audiência no Festival Internacional de Edimburgo.
· Prêmio do Público no Festival de Toronto.

LOCAL: Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte
HORA: 19:30
DATA: 30.06.2007.
ENTRADA: franca

terça-feira, 12 de junho de 2007

Quase Dois Irmãos

por Jônatas Andrade

O Cineclube Mossoró apresenta "Quase Dois Irmãos"

“A vida nos mostrou outros caminhos... e a dor...”.

Utópico, mas ao mesmo tempo cru e que expõe verdades por vezes esquecidas. Mas verdades que nunca deixaram de ser sentidas. Uma aula de cinema e com conteúdo, que coloca homens de ideais diferentes frente a frente. Homens que um dia quase foram dois irmãos.

Acompanhamos através da narração em off do personagem Miguel e através de seqüências não lineares a origem de seu personagem e de seu amigo de infância Jorginho. O filme tem início nos dias atuais quando Miguel, agora deputado e pai de família, resolve visitar Jorginho, um grande traficante de drogas, na prisão e lhe oferecer participação em um projeto social.

Depois da seqüência inicial passamos a acompanhar através das seqüências não lineares os anos 50 quando Miguel e Jorginho se conhecem ainda crianças devido à amizade dos pais e depois nos anos 70 quando Miguel é preso por ser militante político e Jorginho é apenas um preso comum colocado junto com os presos políticos. E por fim, na atualidade, onde Miguel tenta livrar sua filha do mesmo caminho tomado por Jorginho e onde o mesmo agora preso consegue comandar uma quadrilha de traficantes sem nenhuma dificuldade.

A diretora Lúcia Murat, ex-militante política, nos apresenta um filme onde presenciamos mudanças drásticas nos personagens principais. Mudanças que os levam a caminhos diferentes e onde o filme mostra para que veio. Para mostrar que uma sociedade molda os seres que nela vivem. Que laços são desfeitos mais facilmente do que como foram feitos.

Quase Dois Irmãos é um longa onde o que impera é a sociedade diante dos seres. Que pessoas mudam e se moldam para se adaptarem as situações que são impostas a elas.

Premiações

- Recebeu 3 indicações ao Grande Prêmio Cinema Brasil, nas categorias de Melhor Ator (Flávio Bauraqui e Caco Ciocler) e Melhor Edição.

- Ganhou os prêmios de Melhor Diretor e Melhor Ator (Flávio Bauraqui), no Festival do Rio.

- Ganhou os prêmios de Melhor Trilha Sonora e Melhor Edição, no Festival de Havana.

- Ganhou o prêmio de Melhor Filme - Júri Popular, no Festival de Cinema Brasileiro de Paris.

- Recebeu 4 indicações ao Prêmio ACIE de Cinema, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Flávio Bauraqui) e Melhor Roteiro.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Projeções além da tela


Ultimo sábado (02/06) exibimos o classico italiano LADRI DE BICICLETE, e como nas últimas sessões tivemos um excelente público. Os clássicos merecem ser revistos pela sua importancia como referência para o cinema atual. O que seria do Tarantino, se um dia ele não fosse um simples funcionario de uma videolocadora? sem comparar a obra do famigerado é claro. Mas o fato é que seus filmes acabam sendo uma imensa colcha de retalhos de varias referências ao cinema, seja de filmes B dos anos 80 e 70 assim como os grandes clássicos. Voltando ao Ladrões de Bicicleta , tem duas cenas que acho bem marcantes que gostaria de destacar: Primeira a cena em que o protagonista vai sacar sua bicicleta da loja de penhores, onde para o tal, acaba tendo de penhorar o enxoval com seus melhores lençois. Parece surreal um cidadão penhorar lençois, mas diante de uma realidade caotica na qual vivia a Itália naqueles tempos, não podemos achar um exagero. Outra cena interessante é quando o protagonista afirma não gostar de cinema, com certeza um desperdicio de tempo e dinheiro para um trabalhador da época. O fato é que acredito no cinema, acima de tudo como um elemento que consegue juntar todos os elementos da arte com maestria, um poeta consegue passar sua ideia escrevendo, seja de teor politico ou não, um cineasta consegue escrever poesia com imagem, com musica e com um belo texto narrado por seus personagens. Apesar da tematica realista ( o que muitas vezes consegue afastar as pessoas por motivos quaisquer) conseguimos extrair a beleza de onde muitas vezes não se consegue exergar. Já dizia Lobão em uma de suas belas composições: "...Como uma chuva, uma tristeza, podem ser uma beleza...E o frio, uma delicada forma de calor..."

terça-feira, 29 de maio de 2007

Ladrões de Bicicleta

por Jônatas Andrade

Uma história que faz pensar, comovente e que poderia ser a de qualquer um de nós. Antônio é apenas mais um trabalhador que deseja dar uma vida digna a sua família.

Clássico do Neo-realismo italiano e composto de uma narrativa simples, porém, de forte impacto e adequada à época. Ladrões de Bicicleta do diretor e ator Vittorio di Sica é um marco do cinema e como clássico que é, ainda conserva um ar de atualidade quando mostra um personagem em busca de emprego na Itália pós-guerra onde o caos imperava e conseguir sustento era tarefa difícil para todos.

Antonio necessitado de trabalho consegue um como colador de cartazes, mas, quem o contrata exige que ele tenha uma bicicleta para agilizar o trabalho. Com a ajuda da mulher Antonio consegue tirar uma bicicleta do penhor e passa a fazer seu trabalho. O que ele não esperava era que durante um dia de trabalho sua bicicleta fosse roubada. Agora Antonio com a ajuda de seu filho Bruno tentará encontrar o homem que roubou sua bicicleta para manter o seu trabalho.

O Neo-realismo na Itália é composto de filmes que mostravam a dificuldade de se viver durante a guerra ou no caos da pós-guerra. Vittorio di Sica consegue nos deixar com um nó na garganta. Uma degradação humana pela necessidade nos é mostrada. Mas sempre com um toque sentimental.

A própria filmagem passou por dificuldades já que como muitos estúdios estavam ocupados por desabrigados da guerra foi preciso filmar em céu aberto. A falta de verbas fez com que o filme só contasse com atores amadores.

Um filme que marcou época, uma história sobre esperança e também da falta dela. Um filme que nos mostra uma sociedade em reconstrução, um povo massacrado pelos horrores e efeitos do fim da guerra. Mas, ainda assim, uma história que faz pensar.

FICHA TÉCNICA:
Título Original: Ladri di Biciclette
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento (Itália): 1948
Direção: Vittorio De Sica

PRÊMIOS:
- Ganhou um Oscar especial de melhor filme em língua estrangeira, além de ter sido indicado na categoria de Melhor Roteiro.
- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro.
- Ganhou o BAFTA de Melhor Filme.
- Ganhou o Prêmio Bodil de Melhor Filme Europeu.
- Ganhou o Prêmio Especial do Júri, no Festival de Locarno.

LOCAL:
O filme será exibido na biblioteca Ney Pontes Duarte (antiga União Caixeiral) com ENTRADA FRANCA.

DATA E HORÁRIO:
No dia 02/06 às 19h30min.

APOIADORES:
Marcha Mundial das Mulheres
DECOM - UERN
Biblioteca Ney Pontes Duarte
Editora Queima-Bucha

Ladrões de Bicicleta é a 6ª Exibição do Cineclube Mossoró