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sexta-feira, 26 de outubro de 2007

FESTIVAL DO RIO 2007 AMEAÇA A COROA DE GRAMADO.


Durante duas semanas a cidade maravilhosa transformou-se na capital brasileira do cinema. Em sua nona edição, o Festival do Rio, que nasceu em 1999 com a junção do Cine Rio Festival e a Mostra Banco Nacional de Cinema, dois importantes festivais criados na década de 80, veio corroborar com a idéia de que o Brasil, país de grandes cineastas, está se transformando, também, em um país de grande cinema.

O evento ocorreu entre os dias 20/09 e 04/10 e, segundo dados dos organizadores, bateu recorde de público, alcançando a incrível marca de 300 mil espectadores, o triplo da cifra alcançada pelo Festival de Gramado, que ainda é considerado por muitos o maior evento do gênero no Brasil. Há tempos que o evento carioca vem ameaçando o reinado do congênere gaúcho, e nada pode ser mais salutar para o engrandecimento do nosso cinema do que essa disputa.

A edição 2007 do Festival do Rio superou a de Gramado não só nos números, a qualidade dos filmes exibidos também foi superior, dando ao público a oportunidade de acompanhar obras que foram destaques em importantes festivais como Cannes e Veneza. Ainda é válido lembrar que o evento carioca preocupou-se em garantir a visibilidade do cinema não só como arte, mas, também, como um negócio, contribuindo para que a indústria desse setor – que no nosso país parece nunca deslanchar – cresça. A prova cabal disso está na realização, paralela ao festival, do Riomarket, o maior encontro de mercado cinematográfico da América Latina, cujo escopo desse ano era tratar sobre a convergência de mídias.

A noite de premiação, que aconteceu na quinta, dia 04, teve como grande “vencedor” o filme Estômago, primeiro longa-metragem do diretor Marcos Jorge, que recebeu os prêmios de: Melhor direção (ficção); Melhor longa (ficção), pelo voto popular; Prêmio Especial do Júri para o coadjuvante Babu Santana e Melhor ator para João Miguel, que já havia ganhado o prêmio em 2005 por “Cinema, aspirinas e Urubus”. O Júri Oficial, que contou com a participação dos atores Marília Pêra e Chico Diaz, entregou ainda os prêmios de Melhor longa-metragem (documentário) a Condor, de Roberto Mader; Melhor curta-metragem a Sete Minutos; Melhor direção (documentário) a Cão Guimarães, por Andarilho e Melhor atriz a Carlas Ribas por A casa de Alice.

Ah, antes que alguém sinta falta, o tão falado Tropa de Elite - um grande filme - foi, sim, exibido no Festival, causando, como já se esperava, um frenesi danado, mas não participou da mostra competitiva.


VOTO POPULAR

- Melhor Longa ficção: ESTÔMAGO, de Marcos Jorge

- Melhor Longa documentário: MEMÓRIA PARA USO DIÁRIO, de Beth Formaggini

- Melhor Curta – A MALDITA, de Tetê Mattos


JÚRI OFICIAL - Presidido por Affonso Beato e composto pelos atores Marília Pêra e Chico Diaz, Clare Stewart (diretora executiva do Festival de Sidney) e pelo presidente do Instituto Luce, Luciano Savegna.

- Melhor Longa-Metragem Ficção - MUTUM, de Sandra Kogut

- Melhor Longa-Metragem Documentário - CONDOR, de Roberto Mader

- Melhor Curta-Metragem – SETE MINUTOS, de Cavi Borges, Júlio Pecly e Paulo Silva

- Melhor Direção (ficção) – MARCOS JORGE (Estômago)

- Melhor Direção (documentário) - CAO GUIMARÃES (Andarilho)

- Melhor Ator – JOÃO MIGUEL (Estômago)

- Melhor Atriz- CARLA RIBAS (A Casa de Alice)

- Prêmio Especial do Júri – BABU SANTANA (por Estômago e Maré nossa história de amor)


sábado, 25 de agosto de 2007

35º Festival de Cinema de Gramado


35º Festival de Cinema de Gramado

Criado em 1973, o Festival de Cinema de Gramado apareceu como um divisor de águas na cinematografia nacional. Desde suas primeiras edições, foi marcado pelo sensacionalismo e pela singular capacidade de transpor o crivo da censura. Desse tempo pra cá, Gramado se consolidou como a maior festa do cinema brasileiro e serviu como trampolim para o sucesso de quase tudo o que se produziu em nosso país.
Em sua 35º edição, que ocorreu entre os dias 12 e 18 de agosto, Gramado presenteou com 33 kikitos diversas produções nacionais e estrangeiras. Esse ano, além das premiações tradicionais, a equipe do festival decidiu inovar com o kikito de Cristal, que foi concedido ao cineasta Eduardo Coutinho, pelo conjunto de sua obra e em reconhecimento de sua contribuição ao nosso cinema. A atriz Zezé Motta, também foi uma das homenageadas do Festival, recebendo o Troféu Oscarito, que há 17 anos é concedido a atores e atrizes brasileiros.
Dentre os longas-metragens nacionais, o documentário “Castelar e Nelson Dantas no país dos Generais” ficou com os prêmios de melhor filme e melhor montagem. Entretanto, o grande campeão foi “Deserto Feliz”, uma produção pernambucana que levou pra casa cinco kikitos, entre eles os de Melhor Diretor (Paulo Caldas); Prêmio da Crítica e Melhor Filme pelo Júri Popular. Os Prêmios de Melhor Ator e Melhor Atriz ficaram com Gustavo Machado (Olho de Boi), e Ingra Liberato (Valsa para Bruno Stein) respectivamente.
Já entre os longas estrangeiros, o Prêmio de Melhor filme foi para a produção Anglo-argentina “Nacido Y Criado”, que também recebeu os kikitos de Melhor Fotografia e Melhor Diretor (Pablo Trapero). Porém o grande vencedor do Festival foi “El Baño del Papa”, ganhando ao todo sete kikitos: o de Melhor Roteiro; Melhor Ator (César Troncoso); Melhor Atriz (Virgina Méndez); Prêmio da Crítica; Prêmio Excelência de Linguagem Técnica e Melhor Filme pelo Júri Popular. Uma outra produção estrangeira a ser premiada foi “O Cobrador – In God We Trust”, filme dirigido por Paul Leduc e estrelado por Lázaro Ramos, recebendo o Prêmio Especial do Júri.
Além dos kikitos dados aos longas-metragens nacionais e estrangeiros, outras premiações foram entregues aos curtas em 35mm e às produções gaúchas.
Durante os sete dias do evento, mais de 100 mil pessoas passaram por Gramado. O Festival merece todo o nosso respeito e atenção, não somente por ser o maior do País, e sim, pela sua autêntica proposta de alçar as produções nacionais a um lugar de destaque, imprimindo o nome do Brasil no calendário do mundo cinematográfico.

A seguir confira a lista completa com todos os vencedores:

LONGAS BRASILEIROS

Melhor Filme: para “ Castelar e Nelson Dantas no Pais dos Generais” de Carlos Prates
Melhor Diretor: para Paulo Caldas pelo filme “Deserto Feliz”
Melhor Ator: para Gustavo Machado pelo filme “Olho de Boi
Melhor Atriz: para Ingra Liberato pelo filme “Valsa para Bruno Stein “
Melhor Roteiro: para Marcos Cesana pelo filme “Olho de Boi”
Melhor Fotografia: para Paulo Jacinto dos Reis pelo filme “Deserto Feliz”
Prêmio Especial do Júri: para “Condor” de Roberto Mader
Prêmio Qualidade Artística: para “Victor Biglione” pelo filme “Condor”
Melhor Diretor de Arte: Moacyr Gramacho – “Deserto Feliz”
Melhor Música: Erasto Vasconcelos e Fábio Trummer – “ Deserto Feliz”
Melhor Montagem: Carlos Prates – “Castelar e Nelson Dantas no País dos Generais”
Prêmio da Crítica: “Deserto Feliz” de Paulo Caldas
Melhor Filme do Júri Popular: “Deserto Feliz” de Paulo Caldas

LONGAS ESTRANGEIROS

Melhor Filme: para NACIDO Y CRIADO de Pablo Trapero
Melhor Diretor: para PABLO TRAPERO de Nacido y Criado
Melhor Ator: para CÉSAR TRONCOSO de El Baño del Papa
Melhor Atriz: para VIRGINIA MÉNDEZ de El Baño del Papa
Melhor Roteiro: para ENRIQUE FERNANDEZ E CESAR CHARLONE de "El Baño de Papa"
Melhor Fotografia: para BILL NEITO de Nacido y Criado
Prêmio Especial do Júri: para PAUL LEDUC do COBRADOR
Prêmio Excelência de Linguagem Técnica: El Baño del Papa de Enrique Fernández e César Charlone
Prêmio da Crítica: El Baño del Papa de Enrique Fernández e César Charlone
Melhor Filme do Júri Popular: El Baño del Papa de Enrique Fernández e César Charlone

CURTAS 35 mm

Melhor filme de curta metragem em 35mm: Alphaville 2007 d.c de Paulinho Caruso
Melhor Diretor: Esmir Filho pelo filme Saliva
Melhor Ator: Francisco Gaspar pelo filme O.D. Overdose Digital
Melhor Atriz: Caroline Abras pelo filme Perto de Qualquer Lugar
Melhor Roteiro: Paulinho Caruso pelo filme Alphaville 2007 d.c
Melhor Fotografia: Carlos Ebert pelo filme Satori Uso
Melhor Diretor de Arte: Eduardo Correa – Balada do Vampiro
Melhor Música: Celso Loch – Balada do Vampiro
Melhor Montagem: Paulinho Caruso, Rê Castanhari , Vitali e Pedro Caetano – Alphaville 2007 d.C
Prêmio da Crítica: Satori Uso, de Rodrigo Grota

MOSTRA GAÚCHA

Melhor Filme: Rolex de Ouro de Beto Rodrigues
Melhor Diretor: Beto Rodrigues – Rolex de Ouro e Rafael Figueiredo – A Peste da Janice
Melhor Roteiro: Márcio Schoenardi – Os Viajantes
Melhor Ator: Marcelo de Paula – Um Aceno na Garoa
Melhor Atriz: Renata de Lélis – Um Aceno na Garoa
Melhor Fotografia: Alberto La Salvia – A Peste da Janice
Melhor Montagem: Fábio Lobanowsky – A Peste da Janice
Melhor Diretor de Arte: Eduardo Antunes – Um Aceno na Garoa
Melhor Música: Geraldo Flach – Um Aceno na Garoa