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terça-feira, 10 de abril de 2012

Cineclube Mossoró exibe TAXI DRIVER


O Cineclube Mossoró exibe TAXI DRIVER dia 14 DE ABRIL (sábado), a partir das 19h no Hotel Villa Oeste (Av. Presidente Dutra, 870, Ilha de Santa Luzia – Mossoró/RN). Esperamos sua presença!

Sinopse
Um homem de 26 anos (Robert De Niro), veterano da Guerra do Vietnã, é um solitário no meio da grande metrópole que ele vagueia noite adentro. Começa a trabalhar como motorista de taxi no turno da noite e a cada noite que passa cresce dentro dele um sentimento de revolta pela miséria, o vício, a violência e a prostituição que estão sempre à sua volta. Perde bastante noção das coisas quando leva uma bela mulher (Cybill Sheperd), que trabalha na campanha de um senador, para ver um filme pornô logo no primeiro encontro, mas tem momentos de altruísmo ao tentar persuadir uma prostituta de 12 anos (Jodie Foster) para ela largar seu cafetão, voltar para a casa de seus pais e ir para a escola. Porém, em contra-partida, compra quatro armas, sendo uma delas um Magnum 44, e articula um atentado contra o senador (que planeja ser presidente) para quem sua nova amiga trabalha.

País de Origem: EUA
Duração: 117 minutos
Lançamento: 1976
Direção: Martin Scorsese

terça-feira, 8 de abril de 2008

Era uma vez o Western?


Por Julius Victorius

Dizem por aí que o western é um gênero morto, exaurido; que os seus filmes já não atendem mais os anseios daquele público ávido por uma boa história recheada com sangue, suor e balas. A verdade é que como nada pode durar para sempre, ele já viveu o seu clímax (Rastros de Ódio; Os Brutos também amam e Por um punhado de dólares, por que não?), e desde a década de 90 encontra-se em seu nadir, porém, nos brindando esporadicamente com uma ou outra grande produção (Os Imperdoáveis e Dança com Lobos).

O Western narra a saga do homem branco em sua luta para conquistar o arredio oeste norte-americano. É um dos gêneros considerados clássicos para o cinema. Começou a ser produzido no início do século XX, mesmo quando sequer existia hollywood e a sonoplastia, e foi sucesso absoluto de público até os anos 50, época que se transfere para a Itália (western spaghetti), onde ainda rende ótimos filmes.

O Cineclube Mossoró, ciente da importância que o “bang-bang” possui no cenário cinematográfico, vem apresentar ao público o filme Duelo de Titãs (Last Train to Gun Hill, Estados Unidos, 1958.), cuja direção coube ao magnífico John Sturges, e tem como estrelas principais os renomados Kirk Douglas e Anthony Quinn. O filme será exibido no dia 12 de Abril, às 19:30, no auditório da Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte.

Douglas é Matt Morgan, um elegante xerife possuidor de duplo motivo para prender os delinqüentes envolvidos em um assassinato: primeiro porque, na condição de xerife, é sua obrigação coibir todo e qualquer crime ocorrido sob a sua jurisdição, detendo seus responsáveis; em segundo lugar, porque nesse caso, a vítima do homicídio foi a sua esposa. As evidências deixadas pelos bandidos na cena do crime levam Matt à fazenda de um grande amigo seu, cujo nome é Craig Belden (Quinn). Belden é o fazendeiro mais rico da região onde vive, e como, em determinadas situações, o poder econômico se sobrepõe aos demais, ele é quem dita as regras por lá.

Para azar de Morgan e sorte do espectador, um dos supostos assassinos de sua mulher é o filho de Craig Belden. Este, fazendo uso do enorme prestígio que possui e se valendo de sua antiga amizade com Matt, roga pela liberdade de seu filho. Matt, porém, ainda consternado com a morte de sua querida esposa e impulsionado pela obrigação que tem de fazer valer a lei, não atende ao pedido de seu amigo e deixa claro que vai prender seu filho a qualquer custo.
Embora o primeiro tiro seja disparado apenas depois de 40 minutos de filme, isso não descaracteriza esse faroeste de suspense como um legítimo bang-bang.
O ótimo roteiro de James Poe serve de reforço àqueles que anunciam a morte do gênero (já não se fazem mais westerns como antigamente) e passa a ocupar o papel principal nessa obra, uma vez que a atuação do protagonista fica aquém do que se espera dele.
Duelo de Titãs é o tipo-padrão dos bons filmes de bang-bang. Além do roteiro fenomenal, como já foi dito, possui outras características que são obrigatórias para o gênero: mulheres bonitas; bares; jogo de cartas; bebidas e, é claro, homens durões. O oeste americano foi, sem dúvida, o lugar onde os fracos nunca tiveram vez.