sábado, 29 de novembro de 2008

Merecidas Férias

Em virtude das festas de fim de ano e comemorações posteriores e vindouras, o Cineclube Mossoró, juntamente com seus membros mais ativos, chegaram a conclusão que as exibições deveriam não mais acontecer em 2008...

Assim como no ano passado, essa parada se faz necessária e serve para que todos aqueles que se esforçaram e trabalharam em prol do cineclube tenham suas forças revigoradas.

Em dezembro e janeiro não haverão sessões. A dúvida que fica é se haverão sessões em fevereiro. Se não, a volta do Cineclube Mossoró ocorrerá apenas em março de 2009.

A comunidade do orkut estará sempre aberta para dúvidas, sugestões, críticas, elogios, etc. A lista no YahooGrupos também estará funcionando normalmente e o blog na medida do possível será atualizado.

Obrigado a todos pela paciência, presença e tudo o mais.
Até mais. Bons filmes. FELIZ 2009!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

CASA VAZIA

“É difícil saber, se o mundo em que vivemos, é sonho ou realidade”.
O Cineclube Mossoró exibirá no próximo sábado, dia 15, um filme atípico. Uma produção que difere de quase tudo que já foi apresentado no cineclube ou visto por alguém.
“Casa Vazia” figura entre uns dos filmes mais originais já feitos, um longa metragem sem falas que apresenta ao espectador a vida do jovem Hyun, um exímio arrombador de casas, mas não ladrão. Ele entra nas casas para poder desfrutar de todos os confortos dos lares escolhidos por ele. Hyun prega cartazes nas portas, se ninguém os tira mesmo passado alguns dias é porque não há ninguém em casa. Essa é a chave que abrirá todas as suas portas. Certo dia, em mais um arrombamento é para surpresa dele quando ele descobre que estava sendo observado na casa em que estava pela bonita Seung, uma esposa infeliz que vive um casamento de aparências. Quando Seung apanha do marido, Hyun toma as dores e resolve bater no homem, e depois vai embora. Para sua surpresa, Seung decide ir com ele.
Os dois juntos viverão diversas situações, desde o estranhamento inicial até os arrombamentos conjuntos. E tudo em um filme sem falas. Porque uma imagem, nesse filme, valerá bem mais que mil palavras. Um excelente e imperdível filme, cinema de primeira linha. De Kim Ki-duk, mesmo diretor de “Primavera, Verão, Outono, Inverno e Primavera” e “Time – O Amor Contra a Passagem do Tempo”.
Título Original: Bin-jip
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 95 minutos
Ano de Lançamento (Coréia do Sul): 2004
Site Oficial: http://www.3ironmovie.com/

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

TAPETE VERMELHO


Tapete Vermelho, dirigido e com participação no roteiro de Luiz Alberto Pereira, é um filme que presta uma homenagem ao grande Mazzaropi, mas também ao homem do campo. Trabalha excepcionalmente bem com o preconceito enfrentado pelo homem vindo da roça quando este resolve visitar a metrópole. Mostra como a simplicidade é capaz de superar as barreiras impostas pelas situações que se apresentam ou pela sociedade.

O filme possui uma trinca de personagens comuns. Vindos de um povoado simples, mas que possuem um objetivo não tão comum. O aniversário de 10 anos do menino Neco (Vinícius Miranda) se aproxima e tudo que seu pai Quinzinho (Matheus Nachtergaele) quer é que ele veja um filme do saudoso Mazzaropi. Sua viagem será longa, algumas vezes bizarra e muito inocente.

A relação entre mãe, pai e filho é muito bem construída. O filho em especial nunca viu nada de Mazzaropi, mas pela boca do pai já ouviu tudo que precisou para se apaixonar pelo saudoso Amácio.

Zulmira (Gorete Milagres) não põe fé no marido e deixa claro que esse tipo de aventura já não é novidade. Mesmo a contragosto, ela segue viagem. E assim os três deixam Formoso e seguem em direção à cidade grande.

Os mais variados tipos passam a surgir e o filme ganha certo tom de fantasia que é muito bem aceito graças à naturalidade na atuação do elenco. E o espectador acaba se acostumando com o que vai vendo e acaba ficando curioso com a próxima "aberração" ou situação que nossos "heróis" enfrentarão.

Um belo e ao mesmo tempo triste road movie.

O filme será apresentado no dia 08/11, às 19:00h. No Hotel Villa Oeste. Com ENTRADA FRANCA.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

AS BICICLETAS DE BELLEVILLE.

As Bicicletas de Belleville
(Les Triplettes de Belleville)

Uma fantástica animação francesa do ano de 2003, que critica diversos elementos comuns da sociedade moderna, através de uma caricatura animada, contundente e mordaz.

A história de um garoto introspectivo e apático, transformado em um atleta de ponta devido à determinação e competência de sua avó portuguesa, que juntamente com seu fiel cão e com as inesquecíveis trigêmeas de Belleville, se envolvem numa aventura inusitada e cheia de ação.

Quase que sem falas, num criativo exercício de linguagem cinematográfica, esta película costuma despertar a platéia mais atenta para os riscos do exagero, seja de consumo ou de exercícios físicos; seja pela arte ou pelos jogos de azar; mas sempre com muito bom humor e altas doses de originalidade.

Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e de Melhor Canção Original, As Bicicletas de Belleville é dos melhores desenhos animados já produzidos em todos os tempos, mesmo fugindo do padrão estético das grandes produções atuais.

O Cineclube Mossoró apresenta este clássico no dia 01/11/2008 (sábado) à partir das 19h no Hotel Villa Oeste, com pipoca, refrigerante e um sempre agradável debate ao final.


Ficha Técnica

Gênero: Animação
Tempo de Duração: 82 minutos
Ano de Lançamento (França): 2003
Site Oficial: http://www.lestriplettesdebelleville.com/
Estúdio: BBC Worldwide / Gimages 3 / Canal+ / Canadian Cable Industry / Canadian Television Fund / Centre Nacional de la Cinématographie / Cofimage 12 / France 3 Cinèma / Fonds Film in Vlaanderen / Les Armateurs / National Lottery / Procirep / RGP France / Production Champion / Société de Développement des Enterprises Culturelles / Téléfilm Canada / Vivi Film
Distribuição: Sony Pictures Classics
Direção: Sylvain Chomet
Roteiro: Sylvain Chomet
Produção: Didier Brunner e Viviane Vanfleteren
Música: Benoît Charest e Mathieu Chedid
Edição: Dominique Brune, Chantal Colibert Brunner e Dominique Lefever

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Saneamento Básico - 25/10

Uma pequena cidade precisa urgentemente de um bom sistema de saneamento básico. O governo não tem o dinheiro para obra até o fim do ano. A cidade fica literalmente jogada aos porcos. Um drama? Certamente não. Por incrível que pareça, temos mais uma excelente comédia nacional do premiado e altamente reconhecido Jorge Furtado, diretor do mais conhecido curta-metragem nacional, “Ilha das Flores”. Diretor também dos longas “O Homem que Copiava” e “Meu Tio Matou um Cara”.

Para poder ter o sonhado sistema de saneamento alguns moradores da cidade resolvem produzir um filme, já que o governo dispõe de uma boa soma de dinheiro que é de um programa de incentivo a cultura. O dinheiro não sendo usado será devolvido ao governo federal. Os moradores resolvem agir. No contrato existe um ponto que diz que a obra a ser realizada precisa ser uma ficção. Então os moradores resolvem utilizar apenas parte do dinheiro para produzir o filme (um filme trash extremamente B) e o resto utilizar para finalmente ter o sonhado sistema de saneamento básico. O filme realizado pelos moderadores terá como personagem principal um monstro da lagoa...

O filme conta com grande elenco. Wágner Moura (Tropa de Elite) e Lázaro Ramos (Madame Satã) são apenas duas das estrelas do filme. Um filme hilário. A cena que mostra a escolha do gênero trash como segmento a ser filmado é marcante e absurda de tão geniosa e hilária.
O filme será exibido às 19:00h, no Hotel Villa Oeste. A entrada é totalmente FRANCA. A exibição ocorrerá nesse sábado, dia 25/10.

Ficha Técnica:

Gênero: Comédia

Tempo de Duração: 112 minutos

Ano de Lançamento: 2007

Estúdio: Casa de Cultura de Porto Alegre

Distribuição: Columbia Pictures do Brasil

Direção/Roteiro: Jorge Furtado

sábado, 18 de outubro de 2008

FILHOS DO PARAÍSO


“Filhos do Paraíso” é uma obra prima do cinema iraniano que retrata com simplicidade a solidariedade entre os irmãos Ali e Zahra que precisam dividir o tênis de escola porque a sandália da irmã fora perdida por Ali (repare no desespero do menino ao se ver diante de tão insanável problema necessitando da cumplicidade e abnegação da irmã já que os pais nada podem saber a respeito).

A família humilde está à parte dos problemas das crianças e o pacto entre os irmãos tem como testemunhas apenas os peixes ornamentais do chafariz.

Em sua busca incessante, as crianças finalmente encontram o sapatinho mas não têm coragem de pedi-lo de volta porque talvez a nova dona necessite mais dele do que a própria Zahra. Depois de muitos percalços surge uma esperança na competição de atletismo promovida pelo colégio para o qual se premiará o terceiro colocado com um sapato e Ali promete a irmã que ganhará este prêmio. Vale a pena conferir!

A viagem pelas ruas do Irã também se dá, em uma cena lindíssima, a bordo de uma bicicleta onde a paisagem contrastante entre pobreza e riqueza fica bem evidenciada. Impossível sair igual da sala de projeções depois de mergulhar no humanismo retratado neste filme.

Premiações:

- Recebeu uma indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.- Ganhou o prêmio de Melhor Filme Asiático, no Festival Internacional de Cingapura.- Ganhou o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro, no Festival Internacional de Newport.- Ganhou o Prêmio do Júri, o Grand Prix das Américas e o Prêmio do Público, no Festival Internacional de Montreal.

Ficha Técnica:

Título Original: Bacheha-Ye asemanGênero: Drama

Tempo de Duração: 88 minutos

Ano de Lançamento (Irã): 1997

Estúdio: The Institute for the Intellectual Development of Children & Young Adults

Distribuição: Buena Vista International / Miramax Films

Direção: Majid Majidi

Roteiro: Majid MajidiProdução: Amir Esfandiari e Mohammad Esfandiari

Direção de Fotografia: Parviz Malekzaade

Edição: Hassan Hassandust

Data e Horário da Exibição: 18/10/2008 - Às 19:00.

O QUARTO PODER

Jornalismo ou show business?

Um meio que veio para ajudar? Democratizar informações? Manipular a “massa”? Ou que veio para determinar o que é bom ou ruim para o mundo? Talvez um pouco de tudo isso. A imprensa (seja ela a mídia que for) veio para revolucionar. Desde Capote e seu “Sangue Frio” inaugurando o gênero narrativo-jornalístico ou Hunter S. Thompson e seu jornalismo “gonzo”, o quarto poder vem sendo fonte de informação precisa e muitas vezes imprecisa.

É aí onde entra a questão do sensacionalismo e a ética evapora consideravelmente. A expressão “espreme que sai sangue” parece uma definição concreta e correta do péssimo jornalismo praticado por alguns meios jornalísticos atuais. As informações nunca procedem, os dados são alterados e inocentes são transformados em produtos para um telespectador/ouvinte/leitor sedento pelas “notícias da hora”. Sedentos pela espetacularização do sofrimento, da pobreza, da fome e principalmente sedentos por algo que os tirem um momento sequer do sedentarismo que vivem. São acéfalos sendo conduzidos por acéfalos manipuladores.

Sam Baily é um pai de família, trabalhador e que ganha seu dinheiro honestamente, quando o ganha. Certo dia, endividado recebe uma ligação da esposa que diz que precisa urgentemente de dinheiro para pagar as despesas. Sam não possui o dinheiro. A solução de Sam é tomar como refém a diretora do museu onde trabalhava até ser despedido. Péssima escolha. Um grupo de crianças acabara de adentrar ao recinto. Para dificultar ainda mais as coisas ele acaba acidentalmente disparando sua arma contra um colega de profissão e melhor amigo. Um homem negro.

Essas informações são basicamente tudo que Max Bracket, um repórter sem escrúpulos que estava no local para fazer uma pequena reportagem, precisava para produzir a matéria da sua vida. Dar vez e voz a um homem desesperado, pai de família e trabalhador. Bracket irá focar todas as luzes para Sam e toda sua triste jornada, Sam será uma marionete controlada por Max. E cria-se um espetáculo. E quem irá decidir que destino terá cada um será o telespectador. Jornalismo ou show business?

O Cineclube Mossoró e o Hotel Villa Oeste promovem a exibição de um filme polêmico, angustiante e questionador. “O Quarto Poder” tem em seu elenco duas estrelas, John Travolta e Dustin Hoffman. A direção fica por conta do grego Costa-Gavras.

Ficha Técnica:
Título Original: Mad City
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 114 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1997
Faixa Etária: a partir de 16 anos.
Entrada FRANCA.