segunda-feira, 3 de setembro de 2007

11/9


Na manhã de 11 de setembro de 2001, os irmãos Jules e Gedeon Naudet estavam filmando um documentário sobre a vida de um bombeiro principiante em Nova York. O que era pra ser um documentário banal sobre pessoas quase comuns, tomou um novo rumo ao ouvir-se um rugido no céu. Nesse momento, Jules virou sua câmera para cima, no exato instante de filmar a - por muito tempo - única imagem conhecida do primeiro avião colidindo com o World Trade Center. Por azar do destino, Jules e Gedeon tornaram-se testemunhas oculares do mais chocante e decisivo acontecimento de nosso tempo.

Com as câmeras rodando, os Naudet seguiram os bombeiros no coração do assim chamado Marco Zero. Jules entrou com a equipe de bombeiros dentro da torre norte. Pôde filmar do saguão do prédio toda a confusão e desencontro nos resgates. O resultado foi um poderoso registro visual de um dos mais tenebrosos momentos da história.

Mais de 180 horas de filmagem foram condensadas em pouco mais de 120 minutos. Realizado com muito critério, é improvável que alguma produção de Hollywood tenha a tensão da câmera tremida dos irmãos Naudet no World Trade Center prestes a ruir. Acontecimentos como este reforçam a necessidade de se fazer documentários.

LOCAL:
O filme será exibido na Biblioteca Ney Pontes Duarte (antiga União Caixeiral) com ENTRADA FRANCA.

DATA E HORÁRIO:
Terça-feira, 11 de setembro, às 19h30min.

sábado, 25 de agosto de 2007

35º Festival de Cinema de Gramado


35º Festival de Cinema de Gramado

Criado em 1973, o Festival de Cinema de Gramado apareceu como um divisor de águas na cinematografia nacional. Desde suas primeiras edições, foi marcado pelo sensacionalismo e pela singular capacidade de transpor o crivo da censura. Desse tempo pra cá, Gramado se consolidou como a maior festa do cinema brasileiro e serviu como trampolim para o sucesso de quase tudo o que se produziu em nosso país.
Em sua 35º edição, que ocorreu entre os dias 12 e 18 de agosto, Gramado presenteou com 33 kikitos diversas produções nacionais e estrangeiras. Esse ano, além das premiações tradicionais, a equipe do festival decidiu inovar com o kikito de Cristal, que foi concedido ao cineasta Eduardo Coutinho, pelo conjunto de sua obra e em reconhecimento de sua contribuição ao nosso cinema. A atriz Zezé Motta, também foi uma das homenageadas do Festival, recebendo o Troféu Oscarito, que há 17 anos é concedido a atores e atrizes brasileiros.
Dentre os longas-metragens nacionais, o documentário “Castelar e Nelson Dantas no país dos Generais” ficou com os prêmios de melhor filme e melhor montagem. Entretanto, o grande campeão foi “Deserto Feliz”, uma produção pernambucana que levou pra casa cinco kikitos, entre eles os de Melhor Diretor (Paulo Caldas); Prêmio da Crítica e Melhor Filme pelo Júri Popular. Os Prêmios de Melhor Ator e Melhor Atriz ficaram com Gustavo Machado (Olho de Boi), e Ingra Liberato (Valsa para Bruno Stein) respectivamente.
Já entre os longas estrangeiros, o Prêmio de Melhor filme foi para a produção Anglo-argentina “Nacido Y Criado”, que também recebeu os kikitos de Melhor Fotografia e Melhor Diretor (Pablo Trapero). Porém o grande vencedor do Festival foi “El Baño del Papa”, ganhando ao todo sete kikitos: o de Melhor Roteiro; Melhor Ator (César Troncoso); Melhor Atriz (Virgina Méndez); Prêmio da Crítica; Prêmio Excelência de Linguagem Técnica e Melhor Filme pelo Júri Popular. Uma outra produção estrangeira a ser premiada foi “O Cobrador – In God We Trust”, filme dirigido por Paul Leduc e estrelado por Lázaro Ramos, recebendo o Prêmio Especial do Júri.
Além dos kikitos dados aos longas-metragens nacionais e estrangeiros, outras premiações foram entregues aos curtas em 35mm e às produções gaúchas.
Durante os sete dias do evento, mais de 100 mil pessoas passaram por Gramado. O Festival merece todo o nosso respeito e atenção, não somente por ser o maior do País, e sim, pela sua autêntica proposta de alçar as produções nacionais a um lugar de destaque, imprimindo o nome do Brasil no calendário do mundo cinematográfico.

A seguir confira a lista completa com todos os vencedores:

LONGAS BRASILEIROS

Melhor Filme: para “ Castelar e Nelson Dantas no Pais dos Generais” de Carlos Prates
Melhor Diretor: para Paulo Caldas pelo filme “Deserto Feliz”
Melhor Ator: para Gustavo Machado pelo filme “Olho de Boi
Melhor Atriz: para Ingra Liberato pelo filme “Valsa para Bruno Stein “
Melhor Roteiro: para Marcos Cesana pelo filme “Olho de Boi”
Melhor Fotografia: para Paulo Jacinto dos Reis pelo filme “Deserto Feliz”
Prêmio Especial do Júri: para “Condor” de Roberto Mader
Prêmio Qualidade Artística: para “Victor Biglione” pelo filme “Condor”
Melhor Diretor de Arte: Moacyr Gramacho – “Deserto Feliz”
Melhor Música: Erasto Vasconcelos e Fábio Trummer – “ Deserto Feliz”
Melhor Montagem: Carlos Prates – “Castelar e Nelson Dantas no País dos Generais”
Prêmio da Crítica: “Deserto Feliz” de Paulo Caldas
Melhor Filme do Júri Popular: “Deserto Feliz” de Paulo Caldas

LONGAS ESTRANGEIROS

Melhor Filme: para NACIDO Y CRIADO de Pablo Trapero
Melhor Diretor: para PABLO TRAPERO de Nacido y Criado
Melhor Ator: para CÉSAR TRONCOSO de El Baño del Papa
Melhor Atriz: para VIRGINIA MÉNDEZ de El Baño del Papa
Melhor Roteiro: para ENRIQUE FERNANDEZ E CESAR CHARLONE de "El Baño de Papa"
Melhor Fotografia: para BILL NEITO de Nacido y Criado
Prêmio Especial do Júri: para PAUL LEDUC do COBRADOR
Prêmio Excelência de Linguagem Técnica: El Baño del Papa de Enrique Fernández e César Charlone
Prêmio da Crítica: El Baño del Papa de Enrique Fernández e César Charlone
Melhor Filme do Júri Popular: El Baño del Papa de Enrique Fernández e César Charlone

CURTAS 35 mm

Melhor filme de curta metragem em 35mm: Alphaville 2007 d.c de Paulinho Caruso
Melhor Diretor: Esmir Filho pelo filme Saliva
Melhor Ator: Francisco Gaspar pelo filme O.D. Overdose Digital
Melhor Atriz: Caroline Abras pelo filme Perto de Qualquer Lugar
Melhor Roteiro: Paulinho Caruso pelo filme Alphaville 2007 d.c
Melhor Fotografia: Carlos Ebert pelo filme Satori Uso
Melhor Diretor de Arte: Eduardo Correa – Balada do Vampiro
Melhor Música: Celso Loch – Balada do Vampiro
Melhor Montagem: Paulinho Caruso, Rê Castanhari , Vitali e Pedro Caetano – Alphaville 2007 d.C
Prêmio da Crítica: Satori Uso, de Rodrigo Grota

MOSTRA GAÚCHA

Melhor Filme: Rolex de Ouro de Beto Rodrigues
Melhor Diretor: Beto Rodrigues – Rolex de Ouro e Rafael Figueiredo – A Peste da Janice
Melhor Roteiro: Márcio Schoenardi – Os Viajantes
Melhor Ator: Marcelo de Paula – Um Aceno na Garoa
Melhor Atriz: Renata de Lélis – Um Aceno na Garoa
Melhor Fotografia: Alberto La Salvia – A Peste da Janice
Melhor Montagem: Fábio Lobanowsky – A Peste da Janice
Melhor Diretor de Arte: Eduardo Antunes – Um Aceno na Garoa
Melhor Música: Geraldo Flach – Um Aceno na Garoa

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Morangos Silvestres


por Jônatas Andrade

Em sua 12º exibição, na quinta-feira, 23 de agosto, 19:30, o Cineclube Mossoró presta uma homenagem a um dos cineastas mais importantes da história do cinema mundial, Ingmar Bergman. O Cineclube Mossoró exibirá o filme Morangos Silvestres, de 1957.

Morangos Silvestres, filme ganhador do Urso de Ouro no Festival de Berlim em 1958, conta a história do professor Isak Borg quando o mesmo viaja de carro para receber um prêmio em uma universidade na qual lecionou. Na noite anterior tem um pesadelo que o confronta diretamente com a morte, ou o medo de morrer. Diante desse pesadelo o professor Isak começa a ver imagens estranhas sobre coisas do seu passado e/ou antes, nunca acontecidas.

Acompanhado da nora Marianne, o professor segue sua viagem até Lund para receber o prêmio e, em certa hora, vê sua vida na juventude refletida nas pessoas que passam por ele, desde um casal em crise como também um grupo de jovens. Entre o passado, o presente e sua imaginação o professor experimenta estados na sua vida nunca antes vividos, uma experiência onírica. Diante disso uma nova forma de encarar a vida é ativada diante da eminência da
morte.

Uma espécie de “road-movie existencial”, Morangos Silvestres junto com os outros 45 filmes de Ingmar Bergman formam um legado indiscutivelmente importante para o cinema.

Como disse Woody Allen, um dos maiores fãs de Bergman, ele foi o cineasta mais importante que já surgiu desde que fotografia foi inventada. Ingmar Bergman faleceu em sua residência no último dia 30 de julho, aos 89 anos de idade. Deixou um enorme legado para o cinema.

sábado, 4 de agosto de 2007

Garotas do ABC

por Jônatas Andrade

GAROTAS DO ABC (Carlos Reichenbach)

“A lei acima do homem;
a ordem acima da lei;
o direito acima da ordem;
e o Brasil acima de tudo”

A região do grande ABC além de grande pólo industrial possui muitas histórias para contar. Aurélia, fã de Arnold Schwarzeneger, gosta de homens fortes e namora com Fábio. Fábio é um musculoso neonazista que faz parte de um bando que pratica algumas explosões à noite e que é liderado por Salesiano de Carvalho, um advogado que escuta Wagner, cita Plínio Salgado e é filho de dono de pedreira, de onde consegue explosivos.

Garotas do ABC é o mais novo longa metragem que será exibido no Cineclube Mossoró. O filme que é dirigido por Carlos Reichenbach é o 13º de sua carreira. O filme é dividido em dois tempos, ou atos. O primeiro é “Trabalho” que ocupa a primeira metade do filme. O segundo é “Tempo Livre” que ocupa a outra metade.

“Trabalho” mostra de forma dinâmica o dia-a-dia e a convivência (nem sempre fácil) das operárias de uma fábrica têxtil em São Bernardo. Algumas estão lá porque precisam, outras para se relacionar com o chefe e outras apenas para atazanar o resto. Enquanto isso Salesiano, Fábio e o resto do bando gastam o dia a beber e planejar ataques a negros e nordestinos.

Já “Tempo Livre” nos dá a visão sobre o que as moças das fábricas fazem quando não estão de serviço. A maioria delas usa o tempo livre para ir ao Democrático, uma espécie de casa de show onde elas, mesmo fora do trabalho, se aliam de acordo com subdivisão que já há na fábrica. Aurélia usa tempo livre para visitar seu namorado Fábio e preocupar sua família que preza muito pela segurança e bem estar dela.

Garotas do ABC é um filme de tipos, possui vários. De moças trabalhadeiras, de gente que procura encrenca e de alguns idealistas, ou loucos.

Ficha Técnica:

Tempo de Duração: 124min
Ano de Lançamento (Brasil): 2003

LOCAL:

O filme será exibido na Biblioteca Ney Pontes Duarte (antiga União
Caixeiral) com ENTRADA FRANCA.

DATA E HORÁRIO:

No dia 11/08 às 19h30min.

APOIADORES:

Marcha Mundial das Mulheres
DECOM - UERN
Biblioteca Ney Pontes Duarte
Edmilson Serigrafia
Editora Queima-Bucha
Kiko´s Eventos

terça-feira, 24 de julho de 2007

Cidadão Kane

Cidadão Kane (1941) é um longa metragem dirigido por Orson Welles que retrata a trajetória do fictício barão da mídia Charles Foster Kane, herdeiro da sexta maior fortuna do mundo e que, por capricho, decide fazer carreira no mundo do jornalismo. Se, de início, tem aspirações idealísticas de promover o bem comum e proteger o público dos abusos dos governantes e das grandes corporações, ao longo do tempo se degenera em um ambicioso personagem em busca de fama e poder.

O filme, frequentemente citado como um dos mais importantes já realizado, inspira-se na trajetória do magnata da mídia William Randolph Hearst, cuja manipulação do noticiário na virada do século XIX para o XX chegou ao extremo de influenciar decisivamente na declaração da guerra Hispano Americana.

A trama tem início com a morte do personagem principal, Charles Kane (interpretado pelo próprio Orson Welles), e o enigma da última palavra por ele pronunciada: "Rosebud". Um jornalista, Thompson, é designado para investigar a origem e o significado de tal palavra, descortinando durante o processo a vida privada e a personalidade de Kane.

À época da produção do filme, Orson Welles tinha apenas 25 anos e a liberdade que teve para criar seu primeiro longa metragem só foi possível em função do grande sucesso da novela radiofônica "A Guerra dos Mundos", que paralisou os Estados Unidos com uma ficção na qual o país era invadido por marcianos. Entretanto, as dificuldades em conseguir emplacar um grande sucesso comercial, a perseguição dos meios de comunicação de William Hearst e o incipiente clima de macartismo fizeram com que se afastasse de Holywood.

FICHA TÉCNICA:
Tempo de Duração: 119 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1941
Direção: Orson Welles
Produção: Orson Welles
Roteiro: Orson Welles e Herman J. Mankiewicz
Elenco: Orson Welles, Joseph Cotten, Dorothy Comingore, Ruth Warrick, Everett Sloane, George Coulouris, Ray Collins, Agnes Moorehead

PRINCIPAIS PRÊMIOS
· Vencedor do Oscar de Melhor Roteiro, foi indicado ainda a Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Direção de Arte, Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som e Melhor Fotografia.
· Melhor filme do New York Film Critics Circle Awards.
· Um dos 100 melhores filmes da história, segundo o American Film Institute.

LOCAL:
O filme será exibido na Biblioteca Ney Pontes Duarte (antiga União Caixeiral) com ENTRADA FRANCA.

DATA E HORÁRIO:
No dia 28/07 às 19h30min.

APOIADORES:
Marcha Mundial das Mulheres
DECOM - UERN
Biblioteca Ney Pontes Duarte

segunda-feira, 16 de julho de 2007

11 de setembro

O Cineclube Mosoró tem um projeto especial, em gestação, sobre o 11 de setembro. Inicialmente, o plano é apresentar 5 sessões entres os dias 11 (terça-feira) e 15 de setembro (sábado). O objetivo é que as obras retratem diversas perspectivas dos acontecimentos e permitam a reflexão e o debate. A princípio, a proposta é que sejam exibidos os seguintes filmes, nesta ordem:

Terça, 11 de setembro
Filme: 11/9 (ou 9/11) dos irmãos franceses Jules e Gedeon Naudet
Sinopse: Em 2001, Gedeon e Jules faziam um documentário sobre o cotidiano de um bombeiro calouro em Nova York, quando foram surpreendidos pelos atentados. Com senso de oportunidade, coragem e câmera sempre ligada, eles fizeram os registros conhecidos mais impressionantes e trágicos do 11 de Setembro.

Quarta, 12 de setembro
Filme: 11 de setembro (11'09''01 – September 11th)
Sinopse: Projeto coletivo, com onze diretores de diferentes nacionalidades convidados a realizar curtas-metragens sobre o ocorrido com apenas uma orientação: seus filmes deveriam totalizar exatamente 11 minutos, 9 segundos e apenas 1 quadro (em alusão à data: 11/09/01)

Quinta, 13 de setembro
Filme: Paradise Now
Sinopse: Amigos de infância, os palestinos Khaled (Ali Suliman) e Said (Kais Nashef) são recrutados para realizar um atentado suicida em Tel Aviv. Depois de passar com suas famílias o que teoricamente seria a última noite de suas vidas, sem poder revelar a sua missão, eles são levados à fronteira.

Sexta, 14 de setembro
Filme: Caminho para Guantánamo
Sinopse: 10 de setembro de 2001. A mãe de Asif Iqbal (Afran Usman), um jovem de 19 anos, retorna do Paquistão anunciando que encontrou uma noiva para ele. Nove dias depois Asif segue para o Paquistão, para encontrá-la e também conhecer a terra de seus pais. Asif convida Ruhel (Farhad Harun), Shafiq (Riz Ahmed) e Monir (Waqar Siddiqui), seus amigos, para acompanhá-lo. Em Karachi, após 2 dias de viagens turísticas, eles vão rezar em uma mesquita. Lá ouvem de um líder local que o Afeganistão precisa de voluntários, o que faz com que sigam para Kandahar. Porém a cidade logo é bombardeada pelos americanos, como represália pelos atentados terroristas de 11 de setembro. Eles tentam retornar ao Paquistão, mas Monir desaparece e os demais são capturados pelas forças aliadas.

Sábado, 15 de setembro
Filme: Fahrenheit 11 de setembro
Sinopse: O diretor Michael Moore investiga como os Estados Unidos se tornaram alvo de terroristas, a partir dos eventos ocorridos no atentado de 11 de setembro de 2001. Os paralelos entre as duas gerações da família Bush que já comandaram o país e ainda suas relações com a família Bin Laden.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

A Máquina


por Jônatas Andrade

No tempo de Antônio...

Nordestina, cidade pequena e imaginária repleta dos seus tipos. Uns petrificaram-se lá como Antônio. Mas alguns, como Karina, querem largar esse tal de “fim de mundo”. Karina quer o mundo só para ela. Antônio quer Karina só para ele. As duas situações não parecem combinar. Então numa atitude homérica Antônio “arreda o pé” e diz que irá trazer o mundo desejado para Karina como prova do seu amor.

A Máquina, mistura de ficção e romance, é o mais novo filme a ser exibido no Cineclube Mossoró. O filme é o vencedor do prêmio de Melhor Filme do Júri Popular no Festival do Rio e ainda recebeu duas indicações ao Grande Prêmio Cinema Brasil nas categorias melhor ator coadjuvante (Lázaro Ramos) e de melhor Roteiro Adaptado.

O filme é baseado no livro escrito por Adriana Falcão que posteriormente foi transformado em peça de teatro dirigida por João Falcão. A peça revelou os talentos de Wagner Moura e Lázaro Ramos. A história gira em torno da busca incessante da personagem Karina (Mariana Ximenes) por seu “lugar ao sol”. Antônio (Gustavo Falcão) se apaixona por Karina a cada dia que passa e a possibilidade de que ela vá embora de Nordestina faz com que ele tome uma atitude extrema. Atitude essa ira pôr sua própria vida em perigo quando ele resolve enfrentar o desconhecido para fazer Karina ficar.

Antônio acaba sendo o último dos seus 12 irmãos a sair de Nordestina. E é uma ida que talvez não tenha volta já que ele promete que se não conseguir chegar ao futuro ele irá provocar sua própria morte na frente das câmeras e jornais sensacionalistas de todo o mundo.

Sem se prender a um só plot cinematográfico o filme explora muito bem a poesia armorial de Ariano Suassuna, a influência da mídia na formação dos seres, a busca de novos ares como forma de alcançar um sucesso que nem sempre vem e também trabalha com a direção de arte em certas e poucas partes “à la Dogville”, de Lars Von Trier. O filme ainda conta a produção musical da DJ Dolores e Chico Buarque.

O amor é o combustível...

FICHA TÉCNICA:
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2006
Estúdio: Diler & Associados
Distribuição: Buena Vista International
Direção: João Falcão
Roteiro: João Falcão e Adriana Falcão, baseado em livro de Adriana Falcão e
em peça teatral de João Falcão.

LOCAL:
O filme será exibido na Biblioteca Ney Pontes Duarte (antiga União
Caixeiral) com ENTRADA FRANCA.

DATA E HORÁRIO:
No dia 14/07 às 19h30min.

APOIADORES:
Marcha Mundial das Mulheres
DECOM - UERN
Biblioteca Ney Pontes Duarte
Edmilson Serigrafia
Kiko´s Eventos

O Cineclube Mossoró é uma entidade sem fins lucrativos e sem nenhuma ligação partidária. O cineclube promove a exibição de filmes e a realização de debates após as sessões como forma de integrar o indivíduo a sociedade e discutir propostas e temas para a melhoria dos nossos projetos.